Com tanta exposição a violência que há no mundo de hoje, uma das coisas que mais preocupam os pais está na manifestação inicial de um comportamento agressivo.
Todos nós, seres humanos sentimos raiva em vários momentos e experiências de nossas vidas, o que é normal dentro de nossa constituição humana, porem quando uma criança muito nova, entre dois e seis anos, passa por alguma frustração ou está assimilando regras sociais e limites, ainda não sabendo lidar com emoções mais fortes e significativas acaba expressando algum comportamento não aceitável e incomodo de algum modo.
Da mesma forma que se deve elogiar a criança no momento de comportamentos positivos, é primordial que exista uma repreenda quando são negativos, para que possa entender e aprender a diferenciar o comportamento positivo do negativo.
É evidente que ela não aceitará as regras e nem os limites dos adultos sem resistência e até irá repetir o comportamento negativo (não aceitável) para testar a veracidade da proibição e a persistência dos adultos responsáveis, ou seja, elas testam a paciência.
Para isso, ela observa com muita atenção no comportamento das pessoas que estão a sua volta e avalia se há consistência e coerência nas regras impostas, ou seja, se os limites valem tanto para o pai quanto para mãe, se é possível cumprir o determinado por eles e se é justo o que está sendo pedido.
Nunca, em momento algum, independente da idade da criança, subestime sua capacidade de observação e compreensão. Toda criança estará sempre atenta a toda atitude e comportamento dos pais para sentir confiança e segurança em seguir seus ensinamentos.
Assim, é fundamental que os pais ou responsáveis conversem entre si para definir e garantir os rumos de uma educação socialmente aceitável para uma melhor qualidade de vida. Isso é fundamental principalmente para pais separados, que não aconteça de um deles exigir e o outro ceda abrindo mão do que fora determinado. O sentido duplo da mensagem gera confusão e desequilíbrio emocional, pois a mesma não saberá como agir e o que se espera dela.
O que fazer, então, quando perceber que a criança está com raiva. Em primeiro lugar, nomeie o sentimento que a incomoda para que aprenda, dizendo-lhe abertamente que sabe que está com raiva e que pode ajudá-la a sentir melhor. Use palavras claras e que contenha de preferência significados que a idade dela compreenda, sem grande argumentação, pois depois de algum tempo, a criança se entendia e desliga. Reafirme seu amor por ela, pois seu maior medo é perder o amor dos pais a das pessoas de quem depende e ama. Jamais diga que ela é feia, ruim ou mal por estar com raiva, lembre se que o sentimento de raiva é um sentimento e faz parte da nossa constituição humana.
Leva-a para um ambiente seguro, que não exista perigo ou possibilidade de machucar-se. De preferência para seu próprio quarto. Pegue uma almofada e peça que a use da maneira que sentir vontade, esclarecendo que o objeto pode substituir aquilo que a esta incomodando. Pode inclusive usar um João-Bobo (brinquedo) ou socar a cama.
Outra forma de expressar a raiva é pegar papel e lápis, desenhando a raiva ou mesmo escrevendo sobre ela. Estes exercícios de expressão emocional fazem com que a criança assimile que pode e deve colocar para fora a raiva, uma vez que não é saudável guardá-la dentro de si, mas expressá-la em situações controladas e dirigidas.
Resumindo a agressividade na criança muito nova é uma forma de expressar que algo não está bem com ela e as pessoas que vivem e estão ao seu redor devem ficar atentas para o que está ocorrendo de diferente, observando sempre de qual ambiente possa estar gerando tal comportamento.
Com a maturidade estes comportamentos vão se rareando e desaparecendo. O mais importante é perceber, leva tempo, exige paciência e muita perseverança dos pais ou adultos responsáveis pela criança.
domingo, 11 de março de 2012
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
O Homem Lúcido
O Homem Lúcido sabe
que a vida é uma carga tamanha de acontecimentos e emoções que ele nunca se entusiasma com ela
Assim como ele nunca tem memórias
O Homem Lúcido sabe
que o viver e o morrer
são o mesmo em matéria de valor
posto que a vida contém tantos sofrimentos
que a sua cessação não pode ser considerada um Mal
O Homem Lúcido sabe
que ele é o equilibrista na corda bamba da existência
Ele sabe que por opção ou por acidente
é possível cair no abismo a qualquer momento
interrompendo a sessão do circo
Pode também o Homem Lúcido
optar pela vida
Aí então Ele esgotará todas as suas possibilidades
Ele passeará pelo seu campo aberto
pelas suas vielas floridas
Ele saberá ver a beleza em tudo!
Ele terá amantes, amigos, ideais
urdirá planos e os realizará
Resistirá aos infortúnios
e até mesmo às doenças
E se atingido por um desses emissários
saberá suportá-lo
com coragem e com mansidão
E morrerá, o Homem Lúcido, de causas naturais
e em idade avançada
cercado pelos seus filhos
e pelos seus netos
que seguirão a sua magnífica aventura.
Pairará então sobre a memória do Homem Lúcido
uma aura de bondade
Dir-se a: -Aquele amou muito. Aquele fez muito bem as pessoas!
A Justa Lei Máxima da Natureza obriga que a quantidade de acontecimentos maus na vida de um homem se iguale sempre à quantidade acontecimentos favoráveis
O Homem Lúcido porém, esse que optou pela vida
com o consentimento dos deuses
tem o poder magno de alterar essa lei
Na sua vida, os acontecimentos favoráveis serão sempre maioria...
Porque essa é uma cortesia que a Natureza faz com
Os Homens Lúcidos
*O texto é uma livre tradução, parte de um Tratado sobre a lucidez, que teria sido escrito no séc. VI a.C, na Caldéia – parte sul e mais fértil da Mesopotamia, entre os rios Eufrates e Tigre
que a vida é uma carga tamanha de acontecimentos e emoções que ele nunca se entusiasma com ela
Assim como ele nunca tem memórias
O Homem Lúcido sabe
que o viver e o morrer
são o mesmo em matéria de valor
posto que a vida contém tantos sofrimentos
que a sua cessação não pode ser considerada um Mal
O Homem Lúcido sabe
que ele é o equilibrista na corda bamba da existência
Ele sabe que por opção ou por acidente
é possível cair no abismo a qualquer momento
interrompendo a sessão do circo
Pode também o Homem Lúcido
optar pela vida
Aí então Ele esgotará todas as suas possibilidades
Ele passeará pelo seu campo aberto
pelas suas vielas floridas
Ele saberá ver a beleza em tudo!
Ele terá amantes, amigos, ideais
urdirá planos e os realizará
Resistirá aos infortúnios
e até mesmo às doenças
E se atingido por um desses emissários
saberá suportá-lo
com coragem e com mansidão
E morrerá, o Homem Lúcido, de causas naturais
e em idade avançada
cercado pelos seus filhos
e pelos seus netos
que seguirão a sua magnífica aventura.
Pairará então sobre a memória do Homem Lúcido
uma aura de bondade
Dir-se a: -Aquele amou muito. Aquele fez muito bem as pessoas!
A Justa Lei Máxima da Natureza obriga que a quantidade de acontecimentos maus na vida de um homem se iguale sempre à quantidade acontecimentos favoráveis
O Homem Lúcido porém, esse que optou pela vida
com o consentimento dos deuses
tem o poder magno de alterar essa lei
Na sua vida, os acontecimentos favoráveis serão sempre maioria...
Porque essa é uma cortesia que a Natureza faz com
Os Homens Lúcidos
*O texto é uma livre tradução, parte de um Tratado sobre a lucidez, que teria sido escrito no séc. VI a.C, na Caldéia – parte sul e mais fértil da Mesopotamia, entre os rios Eufrates e Tigre
sábado, 23 de abril de 2011
Programa Pânico incentiva o Bullying!
Pode parecer uma afirmação exagerada, pois para existir o Bullying é necessário uma serie de comportamentos que combinam intimidação e humilhação para atormentar outras pessoas, porém, a humilhação imposta pelo programa é inegável, principalmente entre seus próprios companheiros de equipe.
Recentemente pra quem acompanha, sabe do que o Bolinha junto com a equipe fez com a panicat Bolina, desde que a mesma decidiu casar. Aprontaram durante umas três semanas com ela. Então ela decidiu com a autorização do diretor programa (Alan) para fazer uma pegadinha na qual Bolinha cairia de uma van dentro de uma piscina batizada com xixi, mas a brincadeira de mau gosto deu errado, acabou em uma fratura terrível em seu ombro.
Esse acontecimento mostra que o Bullying não está só dentro das escolas, mas em qualquer ambiente que exista relacionamento pessoais. O mais importante é que este fato não teria tanta repercussão se tais comportamentos inadequados não fossem mostrados em um programa de auditório criado para adolescentes. E de como isso pode ser interpretado por esses jovens, que muitas vezes encontram dificuldades em definir sua própria personalidade.
Pesquisas indicam que adolescentes agressores têm personalidades autoritárias, combinadas com uma forte necessidade de controlar ou subjuga. Vemos também que existe uma deficiência em habilidades sociais, carregada de forte preconceito e egocentrismo.
Outros pesquisadores também identificam a falta de tolerância com alta rapidez de enraivecer e usar a força, agindo de forma a encarar as ações de outros com hostis. Portanto, vemos grande quantidade de mensagens no programa que parcialmente definem o Bullying, como por exemplo:
• Insultar a pessoa
• Depreciar e humilhar a pessoa
• Fazer com que a pessoa faça o que ela não quer, ameaçando-a para seguir as ordens
• Colocar a pessoa em situação problemática sem qualquer motivo
• Usar expressões ameaçadoras
• Usar de sarcasmo para denegrir alguma deficiência da pessoa
• Fazer com que a pessoa passe por constrangimento na frente de varias pessoas.
Esta última é sem dúvida a mais usada pelo programa, sempre colocando o Bola e as Panicats em situações de extrema exposição e humilhação. Essa banalização é freqüentemente aceita e tais comportamentos encorajados, que só reforça o que é errado e mostra de forma deformada de como se divertir.
O pior disso tudo é que isso acontece por fama e dinheiro. É a velha história daquela afirmação: “pagando bem, que mal tem!” Essa frase me faz lembrar da 3° lei de Newton – Ação e Reação, portanto, espero que as conseqüências destas ações não sejam tão ruins quantos alguns colegas Psicólogos profetizam.
Recentemente pra quem acompanha, sabe do que o Bolinha junto com a equipe fez com a panicat Bolina, desde que a mesma decidiu casar. Aprontaram durante umas três semanas com ela. Então ela decidiu com a autorização do diretor programa (Alan) para fazer uma pegadinha na qual Bolinha cairia de uma van dentro de uma piscina batizada com xixi, mas a brincadeira de mau gosto deu errado, acabou em uma fratura terrível em seu ombro.
Esse acontecimento mostra que o Bullying não está só dentro das escolas, mas em qualquer ambiente que exista relacionamento pessoais. O mais importante é que este fato não teria tanta repercussão se tais comportamentos inadequados não fossem mostrados em um programa de auditório criado para adolescentes. E de como isso pode ser interpretado por esses jovens, que muitas vezes encontram dificuldades em definir sua própria personalidade.
Pesquisas indicam que adolescentes agressores têm personalidades autoritárias, combinadas com uma forte necessidade de controlar ou subjuga. Vemos também que existe uma deficiência em habilidades sociais, carregada de forte preconceito e egocentrismo.
Outros pesquisadores também identificam a falta de tolerância com alta rapidez de enraivecer e usar a força, agindo de forma a encarar as ações de outros com hostis. Portanto, vemos grande quantidade de mensagens no programa que parcialmente definem o Bullying, como por exemplo:
• Insultar a pessoa
• Depreciar e humilhar a pessoa
• Fazer com que a pessoa faça o que ela não quer, ameaçando-a para seguir as ordens
• Colocar a pessoa em situação problemática sem qualquer motivo
• Usar expressões ameaçadoras
• Usar de sarcasmo para denegrir alguma deficiência da pessoa
• Fazer com que a pessoa passe por constrangimento na frente de varias pessoas.
Esta última é sem dúvida a mais usada pelo programa, sempre colocando o Bola e as Panicats em situações de extrema exposição e humilhação. Essa banalização é freqüentemente aceita e tais comportamentos encorajados, que só reforça o que é errado e mostra de forma deformada de como se divertir.
O pior disso tudo é que isso acontece por fama e dinheiro. É a velha história daquela afirmação: “pagando bem, que mal tem!” Essa frase me faz lembrar da 3° lei de Newton – Ação e Reação, portanto, espero que as conseqüências destas ações não sejam tão ruins quantos alguns colegas Psicólogos profetizam.
domingo, 20 de março de 2011
Psicologia e Religião
É importante saber que psicólogos e psicólogas não podem atuar, em suas práticas profissionais, a partir de suas crenças religiosas ou místicas. Terapeutas devem atentar para o fato de estarem diante de uma outra pessoa, a qual tem crenças e valores próprios que devem ser respeitados.
Esse tema está previsto no Código de Ética Profissional do Psicólogo, que veda a profissionais da Psicologia induzir a pessoa atendida à convicção religiosa, política, moral ou filosófica.
Assim, o/a psicólogo/a não deve discutir seus conceitos com seus clientes, para não incorrer numa postura inadequada que pode, inclusive, trazer danos psicológicos à uma pessoa atendida. Lembre-se: o que legitima a prática psicológica são as teorias psicológicas e não a religião.(texto do CRP)
Esse tema está previsto no Código de Ética Profissional do Psicólogo, que veda a profissionais da Psicologia induzir a pessoa atendida à convicção religiosa, política, moral ou filosófica.
Assim, o/a psicólogo/a não deve discutir seus conceitos com seus clientes, para não incorrer numa postura inadequada que pode, inclusive, trazer danos psicológicos à uma pessoa atendida. Lembre-se: o que legitima a prática psicológica são as teorias psicológicas e não a religião.(texto do CRP)
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Diretrizes Éticas da Psicologia na Questão da Orientação Sexual
Em 1999, o Conselho Federal de Psicologia entrou para a história ao publicar a Resolução CFP n°01/99, que regulamenta a prática do psicólogo na questão da orientação sexual.
Dos considerandos da resolução, destacamos:
- A forma como cada um(a) vive a sexualidade faz parte de sua identidade;
- A homossexualidade não é doença, nem distúrbio e nem perversão, mas uma variante da orientação sexual, assim como a hetero e a bissexualidade;
- A psicologia pode e deve contribuir com seu conhecimento para o esclarecimento sobre as questões da sexualidade, permitindo a superação de preconceitos e discriminações;
A Resolução não impede os psicólogos de atenderem pessoas que queiram reduzir seu sofrimento psíquico causado por sua orientação sexual, seja ela homo ou heterossexual.
A proibição é claramente colocada na adoção de ações coercitivas tendentes à cura e na expressão de concepções que consideram a homossexualidade doença, distúrbio ou perversão.
Salientamos que a ética dos psicólogos é laica e, portanto, o exercício da profissão não pode ser confundido com crenças religiosas que os psicólogos por ventura professem.
Dos considerandos da resolução, destacamos:
- A forma como cada um(a) vive a sexualidade faz parte de sua identidade;
- A homossexualidade não é doença, nem distúrbio e nem perversão, mas uma variante da orientação sexual, assim como a hetero e a bissexualidade;
- A psicologia pode e deve contribuir com seu conhecimento para o esclarecimento sobre as questões da sexualidade, permitindo a superação de preconceitos e discriminações;
A Resolução não impede os psicólogos de atenderem pessoas que queiram reduzir seu sofrimento psíquico causado por sua orientação sexual, seja ela homo ou heterossexual.
A proibição é claramente colocada na adoção de ações coercitivas tendentes à cura e na expressão de concepções que consideram a homossexualidade doença, distúrbio ou perversão.
Salientamos que a ética dos psicólogos é laica e, portanto, o exercício da profissão não pode ser confundido com crenças religiosas que os psicólogos por ventura professem.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Homofobia
Homofobia é definida como ódio aos homossexuais e por extensão a todos que manifestem orientação sexual ou identidade de gênero diferente dos padrões heterossexuais. A homofobia pode acontecer na forma de violência física, assédio moral ou perseguição. A ideia de uma cultura onde só é permitida a relação afetiva e sexual entre um homem e uma mulher é o que embasa o comportamento homofóbico. As pessoas vitimadas pela homofobia podem sofrer danos emocionais irreparáveis. No Brasil, as práticas homofóbicas são recorrentes atingindo milhares de brasileiros. Nós psicólogos nos colocamos veementemente contra a homofobia e apoiamos ações da sociedade civil no sentido de erradicar esta prática violenta da nossa cultura por meio de iniciativas que englobem: intervenções educativas, leis específicas e políticas públicas.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
O que é Transtono Desafiador Opositor ou TDO?
O Transtorno desafiador opositivo é um transtorno disruptivo caracterizado por atitudes inadequadas e comportamentos negativista, opositivos, desafiadores e hostis contra qualquer figura de autoridade como pais, familiares e professores.
Os sintomas principais e mais freqüentes são: perde a paciência com facilidade, discute com adultos, desafia e recusa-se a obedecer a solicitações ou regras dos adultos, provocam deliberadamente os outros, não se responsabiliza por seus erros, perece sempre enraivecido, ressentido, rancoroso e vingativo.
Segundo o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-IV) os sintomas devem estar presentes por pelo menos seis meses e deve haver clara evidencia de prejuízo significativo no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional da criança ou adolescente. Os pacientes apresentam grande prejuízo em seu desempenho social, constantemente se envolvem em brigas e discussões, sendo, comumente rejeitados pelos colegas, e há comprometimento da auto-estima.
Os sintomas começam ainda na infância em torno dos 6 aos 8 anos e transtorno desafiador opositivo apresenta-se em numero expressivo dos casos como um percussor do transtorno de conduta, sendo a forma mais grave de transtorno disruptivo do comportamento.
O transtorno opositivo desafiador é mais comum em meninos do que meninas.Comumente se observa a presença de transtornos comorbidos como TDAH, transtorno do humor e transtorno ansiosos. A etiologia do transtorno desafiados opositivo não está bem estabelecida, entretanto portanto acredita-se que fatores genéticos associados ao contexto ambientais possam estar envolvidos. Não há tratamento farmacológico bem-estabelecido para transtorno opositivo desafiador (TOD), porem existem psicoterapias de diferentes orientações teóricas têm sido usadas para tratar transtornos disruptivos, mas o maior corpo de evidência disponível na literatura atribui eficácia para abordagens cognitivo-comportamentais. Programas de treinamento de pais tem sido à base dos tratamentos cognitivo-comportamentais para transtornos disruptivos de crianças e, mais recentemente, “resolução colaborativa de problemas” também se mostrou eficaz.
O tratamento cognitivo comportamental consiste em ensinar aos pais o que modula o comportamento das crianças e influencia a chance dele ocorrer novamente. Além disso, ensina uma série de técnicas comportamentais envolvendo uso de atenção diferenciada, sistemas de remuneração e de restrições de remuneração, além de planejamento de situações de potencial confronto, entretanto é essencial verificar se as estratégias terapêuticas são eficientes para alterar os riscos de longo prazo de TDO, especialmente seu maior risco de transtorno de conduta. Se eles se comprovarem úteis para melhorar o prognóstico podem ser utilizados como uma medida de prevenção secundária para TC, que é um transtorno muito difícil de ser tratado.
Texto: Luiz Fernando D. de Oliveira
Os sintomas principais e mais freqüentes são: perde a paciência com facilidade, discute com adultos, desafia e recusa-se a obedecer a solicitações ou regras dos adultos, provocam deliberadamente os outros, não se responsabiliza por seus erros, perece sempre enraivecido, ressentido, rancoroso e vingativo.
Segundo o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-IV) os sintomas devem estar presentes por pelo menos seis meses e deve haver clara evidencia de prejuízo significativo no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional da criança ou adolescente. Os pacientes apresentam grande prejuízo em seu desempenho social, constantemente se envolvem em brigas e discussões, sendo, comumente rejeitados pelos colegas, e há comprometimento da auto-estima.
Os sintomas começam ainda na infância em torno dos 6 aos 8 anos e transtorno desafiador opositivo apresenta-se em numero expressivo dos casos como um percussor do transtorno de conduta, sendo a forma mais grave de transtorno disruptivo do comportamento.
O transtorno opositivo desafiador é mais comum em meninos do que meninas.Comumente se observa a presença de transtornos comorbidos como TDAH, transtorno do humor e transtorno ansiosos. A etiologia do transtorno desafiados opositivo não está bem estabelecida, entretanto portanto acredita-se que fatores genéticos associados ao contexto ambientais possam estar envolvidos. Não há tratamento farmacológico bem-estabelecido para transtorno opositivo desafiador (TOD), porem existem psicoterapias de diferentes orientações teóricas têm sido usadas para tratar transtornos disruptivos, mas o maior corpo de evidência disponível na literatura atribui eficácia para abordagens cognitivo-comportamentais. Programas de treinamento de pais tem sido à base dos tratamentos cognitivo-comportamentais para transtornos disruptivos de crianças e, mais recentemente, “resolução colaborativa de problemas” também se mostrou eficaz.
O tratamento cognitivo comportamental consiste em ensinar aos pais o que modula o comportamento das crianças e influencia a chance dele ocorrer novamente. Além disso, ensina uma série de técnicas comportamentais envolvendo uso de atenção diferenciada, sistemas de remuneração e de restrições de remuneração, além de planejamento de situações de potencial confronto, entretanto é essencial verificar se as estratégias terapêuticas são eficientes para alterar os riscos de longo prazo de TDO, especialmente seu maior risco de transtorno de conduta. Se eles se comprovarem úteis para melhorar o prognóstico podem ser utilizados como uma medida de prevenção secundária para TC, que é um transtorno muito difícil de ser tratado.
Texto: Luiz Fernando D. de Oliveira
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